terça-feira, 13 de março de 2007

Tempo, amigo

Aprendi a admirar e respeitar o tempo.
Enfim, posso aquietar a minha alma e falar-lhe: “espere o tempo”.

Só o tempo traz respostas cujas perguntas ficaram trancafiadas no peito causando um incômodo constante. Só com ele, também, a cura de feridas internas e externas acontece.

Quando o respeitamos, as soluções para certas desordens vêm, calmamente, silenciosamente, e nos surpreendem, enchendo-nos de gozo.

Se entendemos o tempo, nos sentimos maduros a ponto de espantarmos a ansiedade para bem longe e, assim, somos menos acometidos de estresses desnecessários e desagradáveis. Temos mais saúde.

O tempo traz velhos amigos... faz-nos valorizar atitudes nobres até então imperceptíveis, pela imaturidade. E desconsiderar fatos irrelevantes com os quais nos ocupamos tanto.

Ele abre nossos olhos e faz-nos enxergar preciosidades que estão ao nosso redor. Pessoas que se doam a nosso favor, corações amáveis e sinceros, aprendizes da vida, como nós..

Novas vidas vêm com o tempo, pura alegria! O calor passa, as chuvas, o frio cessa... Flores se abrem, sementes germinam... a terra se renova no tempo.

A vida passa... Sentimos a profundidade da dor da perda. Contudo, aprendemos a amar com mais intensidade no presente e a extrair lições importantes daqueles que se foram.

Olhar do alto para uma situação complicada e não se assustar é possível, sim, ao amigo do tempo.

A segurança das escolhas, ações e gestos, com o tempo é real. Juntos dele, somos “adultos”.

Daniela Navarro Silveira Botelho
Março, 2007.Talvez pela ocasião dos 30 anos de vida!

Um comentário:

Perdigoteira disse...

legal! e na hora que vc tiver acumulado uns textos aqui, linko seu blog lah no perdigoto, ok!
bjs